SELF-UNCENSORED 2025 - projetos julho

 

 

Homesick for Another World

Mei Liu

é uma cineasta, artista e performer de Xangai que vive atualmente em Amesterdão.

Performance-conferência

Duração: 30 minutos

 

 

Homesick for Another World é uma performance-conferência que entrelaça materiais documentais, histórias orais e sonhos recolhidos, acompanhados de uma exploração ficcional especulativa e de reflexões pessoais construídas a partir da sua fuga durante o confinamento. A narrativa performativa insinua histórias apagadas e a actual manipulação das massas. O tema do sonho em contexto de confinamento — e da sua possibilidade como fuga e liberdade — é explorado com humor, estabelecendo ligações entre a consciência universal, as memórias humanas e o nosso presente tecnológico. A narrativa torna-se uma porta de entrada para um “outro mundo” que poderá existir no futuro...

 

 

Criação, texto e interpretação: Mei Liu

Investigação: Mei Liu, desenvolvida no âmbito do MA Artistic Research in and through Cinema, Netherlands Film Academy

 

Mei Liu

Mei Liu é uma cineasta, artista e performer de Xangai que vive atualmente em Amesterdão. Estudou MA Artistic Research in and through Cinema na Netherlands Film Academy e participou no laboratório de cinema de Apichatpong Weerasethakul na selva amazónica. Recebeu apoio da Forecast Platform para trabalhar com a artista mentora Lieko Shiga na sua performance baseada na investigação “Homesick for Another World”. Mei esforça-se por criar novos espaços de realização de filmes que perturbem as hierarquias e interações existentes na sociedade. Está a desenvolver uma prática de “yoga cinematográfico” para obter conhecimentos políticos e espirituais através da realização de filmes.

 

https://meiliulc.com/

 

 

 

 

Tintinnabulum
Gustavo Gomes

é um performer, coreógrafo e cineasta brasileiro, sediadoem Colónia, Alemanha.

 

Dance/performance

 

Duração: 30 minutos

Performance em inglês, sem legendagem

 

 

Tintinnabulum explora as fronteiras porosas entre masculinidade e vulnerabilidade através do movimento, da palavra falada e do som, e transforma o espaço num lugar onde a sensualidade e a política da masculinidade convergem, convidando a uma reflexão sobre a intimidade, a vulnerabilidade, e as expectativas sociais impostas ao homem. É um estudo sobre a autocensura provocada por mecanismos de censura directa em países onde a homossexualidade é ilegal e punível, misturando narrativa, história e pesquisa pessoal na Alemanha, França, Arménia, Geórgia e Brasil.

Esta peça evoca uma história de amor entre um soldado marcado pela guerra e um visitante estrangeiro, traçando a evolução da sua ligação através da confiança, da tensão e da rendição — uma procura de uma voz incorporada, livre das restrições da masculinidade tradicional, onde ser suave e exposto se torna um acto de resistência.

 

 

Tintinnabulum faz parte da prática contínua de docuficção de Gomes e da sua investigação sobre o conceito do “homem macio” enquanto sujeito político e corporal, que se impõe nos diferentes contextos. Inspirado no antigo amuleto romano — um pénis ereto de bronze com sinos, que se acreditava afastar o mal —, Gomes recupera este símbolo da masculinidade e fertilidade para questionar a suavidade num mundo que exige dureza masculina e impenetrabilidade.

 

 

Tintinnabulum faz parte da prática contínua de docuficção de Gomes e da sua investigação sobre o conceito do “homem macio” enquanto sujeito político e corporal decorrente de cada contexto. Inspirado no antigo amuleto romano — um pénis ereto de bronze com sinos, que se acreditava afastar o mal —, Gomes recupera este símbolo da masculinidade e fertilidade para questionar a suavidade num mundo que exige dureza masculina e impenetrabilidade.

 

 

Conceito, performance, instalação sonora e texto: Gustavo Gomes
 

Apoios: NRW KULTURsekretariat, Cité Internationales des Arts Paris/Beauftragter der Bundesregierung für Kultur und Medien - BKM, ORG.I.A (Self-Uncensored/Self-Mistake)

 

Gustavo Gomes (1988) é performer, coreógrafo e cineasta sediado em Colónia, Alemanha. O seu trabalho explora novos limiares da performance e o seu diálogo com outros meios de comunicação, tendo sido apresentado em espaços como Radialsystem Berlin, Schauspielhaus Köln, Hombroich Insel Museum, Ludwig Museum e HELLERAU. Como director da companhia Gustavo Gomes & Co., colabora com um coletivo multidisciplinar para repensar a representação teatral. Criou obras para grandes companhias e actuou com o Ballet of Difference, Osnabrück Tanztheater, Braunschweig Tanztheater e Dresden Frankfurt Dance Company, trabalhando com artistas como Richard Siegal, Jacopo Godani e William Forsythe. Apaixonado pelas intersecções entre a dança e o cinema, Gomes recebeu três vezes a bolsa Tarkovsky, com filmes exibidos em festivais como Brussels Independent, Venice International e Berlin Independent Film Festival. Realizou residências na Forecast Platform, HELLERAU, TalentLab Luxembourg, WELTKUNSTZIMMER, VRHAM Festival, EKARD Residency, Quartier am Hafen e Cité Internationale des Arts Paris. Gomes é também membro convidado da Universidade de Música e Artes Performativas de Frankfurt e do Centro de Dança Contemporânea de Colónia. Actualmente, desenvolve performances site-specific que fundem filme, movimento e escultura para explorar a masculinidade, a vulnerabilidade e o poder, revelando as tensões entre força e fragilidade na sociedade contemporânea.

 

www.gustavo-gomes.com

 

 

 

 

 

The Erotic Clown

Sepideh Khodarahmi

é artista, coreógrafa e performer, nasceu no Irão e vive entre a Suécia e Portugal.

 

Dance/Performance art

Duração: 30 minutos

 

 

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Foto: Skärmavbild

 

 

 

The Erotic Clown: Sepideh Khodarahmi fez digressões e investigou durante sete anos esta performance baseada na prática de “cake sitting”; uma peça de performance sensorial que consiste em construir, seduzir e finalmente sentar-se num bolo. Um questionamento vulnerável e poético sobre o potencial erótico da destruição. Uma performance com partes iguais de nojo, humor e sedução e, acima de tudo, uma prática que permite a reformulação e rearticulação do erotismo.

 

É uma exploração dinâmica da tensão entre construção e destruição, prazer e repulsa. Através de um envolvimento táctil e visceral, esta performance desafia os limites do erotismo e das normas sociais, enquanto é interpretada em interação íntima com um bolo,culminando na sua destruição.
Esta obra mergulha em temas como a decadência, o encontro consigo próprio e as dinâmicas de poder.

 

 

Criação e performance: Sepideh Khodarahmi

Som: Niklas Niki Blomberg e Neda Sanai

 

 

 

Sepideh Khodarahmi

 

Sepideh Khodarahmi (1992) é artista do Irão/Suécia, sediada entre Portugal e Suécia. Estudou na Universidade de Palco e Música de Gotemburgo, na Hogeschool for the Arts em Amesterdão e no Broadway Dance Center em Nova Iorque. Sepideh tem explorado o drag como forma de expressão desde 2016, tanto como performer como no ensino, abordando temas como a destruição, o cakesitting, o hipergénero, o erotismo, a intimidade, a queerness e o poder. No seu trabalho, a sensualidade é um elemento e um método recorrente. Sepideh colaborou com Marina Abramovic, Hooman Sharifi e Dinis Machado, e atuou em palcos de prestígio internacional como o The Royal Theatre em Estocolmo e o Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa. Participou no PACAP de Meg Stuart no Forum Dança em Lisboa.

 

 

 

 

 

Conversa

Moderação - Alice Azevedo

é uma actriz, encenadora e dramaturga portuguesa.

com Mei Liu, Gustavo Gomes, Sepideh Khodarahmi

 

 

Alice Azevedo

Alice Azevedo é licenciada em Artes do Espetáculo pela FLUL e pós-graduada em Estética e Estudos Artísticos pela NOVA FCSH. Criou em 2024 “Se não és Lésbica, como é que te chamas?” no Teatro do Bairro Alto. Em 2023, "Nau Nau Maria”, uma co-produção do TNDMII. Em 2022, criou as leituras encenadas “Literatura de Sodoma e de Safo, se faz favor”, uma revisitação do escândalo literário de 1923, recuperando a figura de Judith Teixeira. Em 2021, criou a peça-vídeo “Declaração do Dia Mundial do Teatro” para o festival Estar em Casa, do Teatro São Luiz. Cocriou nesse ano com Lila Tiago “NOS SUNT – Uma Exibição” para o Festival Interferências da Companhia Olga Roriz e, em 2020, a peça-vídeo “Tágides, Exemplares” para o Teatro do Bairro Alto. Enquanto atriz, destaca o trabalho que tem desenvolvido com Cristina Carvalhal, Teresa Coutinho e Mário Coelho.